quarta-feira, 22 de junho de 2005

O último dia de vida

E se este fosse meu último dia de vida? Sim. A morte está sempre à espreita, ninguém sabe o dia em que ela adentrará nossa casa e dirá: chegou a sua hora. E se realmente este fosse o último dia de minha tão curta vida? Como será que as pessoas se lembrariam de mim? Que imagens minhas viriam às suas mentes? Será que eu faria falta no trabalho? Quantas lágrimas de saudades seriam derramadas? Ou as pessoas conseguiriam ficar indiferentes próximas a meu corpo frio? Se este fosse o último dia de minha vida, o que será que meu filho levaria de mim como seu modelo de papai, de pessoa. Penso que meu calor e minha presença fariam falta ao lado de minha esposa. Meu filho não poderia ficar contando vantagens por vencer-me no vídeo game ou contar aquelas histórias tão engraçadas sobre suas aventuras na escola. Definitivamente, eles e toda minha família sentiram saudades. Acho que todos sentiriam falta de minhas comidas. Meus amigos do macarrão, minha esposa das saladas, meu filho da batata frita. Creio que se este fosse o último dia de minha vida, hoje me encontraria com Deus, grato pela vida que Ele me tem proporcionado e por levar-me para morar consigo apesar de eu não merecer. Partiria sem dever o perdão e o amor àqueles que conheço; ciente de que os amei até o fim. Não somente de palavras ou idéias, mas de fato e de verdade. Eu ainda não fiz tudo o que planejei na vida, mas começo a pensar que ninguém consegue tamanha façanha. E se conseguisse, morreria logo após esse instante, seja no corpo ou na alma, pois quem deixa de sonhar já deixou de viver. Levaria comigo as lembranças de meus queridos pais, de minha esposa amada e querida, de meu filho tão inteligente, de meus irmãos amigos e de todas as pessoas que me são especiais: tantas que arriscaria cometer uma injustiça se fosse nomeá-las. Isto se eu morresse hoje. Mas e você? Sim! Você! E se este fosse seu último dia de vida?

5 comentários:

Anônimo disse...

Angelin, ontém fui ao enterro da vó do Diogo e pensei a mesma coisa... A morte é mais fácil para quem já conhece Jesus... Mas mesmo assim eu não queria morrer hoje, queria que Deus me desse mais algum tempo...

Angeilton Lima disse...

Vida, espaço de tempo decorrido entre o nascimento e a morte... biografia ... origem.
Uma pequena palavra, formada por apenas quatro letras, e com um extenso significado, onde eu acredito que cada um tem em sua mente uma definição do que é “vida”.
“Vida” para mim, é alegria, é estar perto de quem gosta, é fazer o que gosta. As vezes penso como é engraçado o ciclo da vida, onde nascemos já sabendo que um dia iremos embora, bateremos a bota, partiremos dessa para uma melhor, ou como você quiser, mais enquanto jovens sempre achamos que esse dia esta longe, e vivemos sem nós atentar o que estamos fazendo para sermos lembrado um dia é como lembraram de nós, como em Tróia, onde no filme mostra a preocupação de um personagem em ser lembrado, um modo de ser imortal, onde seu corpo se vai, mais seu nome sempre será lembrado pelos os seus atos.
Deus nós deu livre escolha, onde você decide como lembraram de você depois que você, vestir palito de madeira, colocar os pés na cova, passagens só de ida sem volta, ou simplesmente MORRE.

Anônimo disse...

Estranho falar da morte...
Prefiro evitar falar sobre este assunto, como tantas pessoas também preferem. Não sei se é o mais sensato, mas é a forma mais fácil de lidar com a vida.
Simplesmente vivo a vida... mas não dá forma que desejo, pois se fosse já teria realizado o meu maior sonho, ter um filho, como muitas pessoas dizem: você é muito nova, aí voltamos ao fato da morte existir, aí eu te pergunto "e se eu morrer amanhã!?"
Larissa Paulo Silva

Anônimo disse...

Interessante pensar na questão da morte. Semana passada numa supervisão de estágio,realizou-se uma dinamica com o mesmo título do seu texto. E eu realmente não consegui pensar em como seria se aquele dia fosse o último da minha vida. Não tenho medo da morte, mas penso nas coisas que eu poderia ter feito e me omiti.Se eu soubesse que fosse o meu último dia, perceberia que já seria tarde demais para qualquer coisa.

Anônimo disse...

Pensamos geralmente em quem lembrará ou sofrerá por nós, e nos esquecemos que vamos; somos direcionados sem sabermos ao certo para onde. Teoricamente alguns já criaram suas próximas paradas, " Um lindo lugar, cercado de amor, definido de paz...", e se for assim mesmo e tivermos a capacidade de vermos ouvirmos ou sabermos daqueles que ficam, como ficaríamos diante da situação de nada podermos fazer e observarmos os nossos conhecidos, colegas, amigos e familiares em meio a um sistema, onde a violência, a inveja, o ódio, dominam e destrói. E se não tivermos a possibilidade de vermos e nem sabermos de nada, será que estaremos tão felizes ou ocupados a ponto de não nos preocurpamos com mais ninguém.

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