segunda-feira, 27 de junho de 2005

Garimpando

Cansaço. Depois de uma maratona de quase dois meses acumulando universidade, concursos e todo o mais, acho que mereço um descanso. Assim, hoje vou de poema simplesmente. Dá para acreditar que depois de quase cinco horas de prova, eu ainda achei esta beleza na parede da sala? Pois é, mesma nas horas mais atribuladas, ainda é possível encontrar algo de bom ao nosso redor...

Clique aqui para ouvi o soneto


Soneto do amor total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

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