Eu. Sou assim, ninguém é igual a mim. Pode ser parecido, mas assim, só há eu mesmo. A singularidade de mim transcende o entendimento genético de que possuo dna, impressões digitais e íris únicos. Meu jeito de ser, de pensar, de agir, de chorar, de rir, de sofrer e de se alegrar é tão pessoal e íntimo que o mais empático dos seres humanos não seria capaz de entender-me completamente. Numa visão fenomenológica, os termos: meu mundo, minha realidade, minha pessoa se tornam tão concretos quanto esta tela que agora você diz enxergar. Cada pessoa é um mundo. E cada mundo é de uma só pessoa. Se este meu olhar é que constrói e significa o mundo que vejo, então meu mundo é diferente do seu, uma vez que só meu olhar vê este mundo assim, e somente seu olhar vê seu mundo de sua forma. Complicado? Penso que daí surgem tantos problemas relacionais. Se eu não me esforço para ver, dentro de minha limitações, o mundo através de seus olhos, posso deixar de compreender você, seu jeito de pensar, de agir, de chorar, de rir, de sofrer, de se alegrar...
Para pensar...
"Até o segundo ano do curso de formação de professores do ensino médio de matemática e física, Einstein foi excelente aluno. A partir daí, passou a matar aulas para estudar tópicos de seu interesse. Leu os clássicos da física e até Darwin. Mas, com isso, só passou nos exames finais porque estudou com as anotações de aula de um colega e de Mileva Maric, sua futura mulher." (Folha.com.br)
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