segunda-feira, 21 de maio de 2007

Felicidade

Há dias em que a tristeza é tangível. Dias em que a alegria escapa pelo dedos. Dias em que estamos mal,nos sentimos mal,e ainda nos sentimos mal por que estamos nos sentindo mal.Há dias em que ser segunda-feira não faz a mínima diferença. Podia ser um domingo.Nossa vontade de ficar quieto e calado seria a mesma. Dias em que concordamos com o poema de Tom Jobim e vinícius de Moraes, escrito em 1959 (1):

"A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar..."

Como uma pequena contradição. A melodia deste poema me faz lembrar a felicidade e não a tristeza. Pode? A gente escuta a música e acaba sorrindo de si mesmo.

"A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira."

É assim mesmo: a gente está sempre procurando e sacrificando-se para conseguir pequenos momentos de felicidade em meio a toda esta correria do mundo "moderno".
Quem mais podia escrever tão bom sobre a melancolia sem nos fazer perder a esperança? O pai de Tom Jobim morreu quando ele era criança, de forma que lhe foi imposto "A ausência do um contido ressentimento, desenvolvendo no maestro uma profunda relação com a tristeza e o romantismo melódico, transferido peculiarmente para as construções harmônicas e melódicas." (2)
Quer ouvir a música? Toma aí: Site do Tom Jobim.


Referências bibliográficas

(1) Site do Tom Jobim. http://www2.uol.com.br/tomjobim/index_flash.htm
(2) Wikipedia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom_Jobim

Nenhum comentário:

Postar um comentário