quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Para sempre...

"Não há fluxo. Os eventos, independentemente de quando ocorram, simplesmente existem. Todos existem. Eles ocupam para sempre o seu ponto particular no espaço-tempo. Se você estava se divertindo a valer no réveillon, você ainda está lá, pois esta é uma das localizações imutáveis do espaço-tempo". Brian Greene, físico.
De física, pouco entendo. Da teoria M ou da teoria das cordas ou supercordas, só absorvo um pouco da osiclação e da vibração das cordas originando partículas subatômicas distintas. Mas a frase do físico acima me captou a atenção por me remeter à maneira como vivemos os eventos nas nossas mentes. Eles estão sempre por aí, disponíveis. O tempo passa e às vezes eles ficam como filmes dos quais esquecemos algumas cenas, mas ainda estão guardados. É como se realmente ainda estivéssemos lá, vivendo aquilo que nos foi importante. Acontece quando a lembrança de determinadas vivências nos vêm à tona, embora não estejamos vivendo a mesma situação. Às vezes, é prazeroso; outras vezes, nos causa pânico. Fecho os olhos e posso reviver o primeiro mergulho no mar. Vejo determinada paissagem e experimento certos sentimentos associados a lugares semelhantes. Como certo prato e tenho a sensação estranha de estar em outro lugar, com outras pessoas.
Esta é a chave do prazer e do desprazer. Situações que nos remetem a experiências que consideramos passadas, mas que são tão presentes como esta leitura que você está fazendo...

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