terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Ursos de pelúcia

Dois anos depois do tsunami na Ásia, encontrei este depoimento na edição de hoje do Correio. Me chamou a atenção, então gostaria de compartilhar com vocês. É o relato de Eduardo Yugo Suzuki, cirurgião-dentista de São Paulo, que estava em Chiangmai, na Tailândia. "A experiência mais marcante que vivenciei foi na identificação de uma pequena menina. Creio que ela tivesse uns 9 anos, mas seu corpo estava em estado avançado de decomposição. Ela foi encontrada abraçando fortemente o ursinho de pelúcia. Durante os exames, tínhamos de fotografar e guardar todos os ítens pessoais que pudessem ser usados na identificação. Quando tivemos de separar o ursinho do corpo dessa menina, logo pensei: 'Que tola. Ela morreu segurando algo que não queria perder no meio das ondas... Por que não segurou sua mãe? Uma árvore? Ou simplesmente soltava o ursinho para nadar?' Mas cheguei a refletir que, em nossas vidas, muitas vezes damos valores a coisas incapazes de nos salvar. Somos nós os tolos. Então, solicitei aos meus superiores que deixassem o ursinho junto ao corpo da menina. E todos aceitaram."

Nenhum comentário:

Postar um comentário