Vencer. Embora a língua culta admita o uso intransitivo do verbo, particularmente não me soa inteligente dizer: “vencerei” sem fazer referência prévia ou posterior ao complemento do verbo. Não parece faltar alguma coisa? Vencer o quê? Volto ao dicionário e encontro entre as definições possíveis para vencer: “alcançar vitória sobre, triunfar de”. Pode existir vitória sem oponente? O que seria dos países Aliados sem aqueles do Eixo? Desejo sem oponentes não é desejo plenamente humano e terreno. Oponentes são coisas, características ou sentimentos que nos ajudarão a cristalizar desejos e a desenvolver estratégias mais eficazes para alcançá-los. A oposição deve ser aproveitada e não temida. Deixe-me dizer duas coisas que você deve saber:
Você sabia que existe uma estratégia empresarial chamada benchmarking? Esta consiste em reconhecer que ninguém é melhor em tudo e, que por isto, deve-se economizar tempo e trabalho através da identificação e adaptação daquilo que faz o concorrente superior em determinados aspectos. De forma sucinta: ninguém precisa inventar a roda novamente, ela já foi criada, por que não aproveitar?
Você sabia que as pessoas não são seus reais oponentes? Na verdade, estes consistem naquilo que as diferencia e as fazem superiores em certos quesitos. Não enfrentamos pessoas, enfrentamos nossos limites de criatividade, disciplina e persistência. O que faz um oponente não é sua posição como adversário, mas sim sua superioridade em um destes três aspectos. Ou eles são mais criativos, ou mais disciplinados ou mais persistentes que você.
Vencer. Lá no fundo de nossos nobres corações, sabemos que quando vencemos, na verdade, não derrotamos pessoas, superamos nossos limites.
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