quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Tomando decisões difíceis

Nossa vida é uma complexa teia de decisões - como num conjunto de estradas espalhadas por um país. Há várias maneiras de se chegar a um mesmo lugar e você deve escolher por quais caminhos passará para chegar ao seu destino final.

Em um nível individual, a cada momento em que somos chamados a tomarmos uma decisão, na maioria das vezes, estamos eliminando alternativas futuras. Como alguém que decide ser pai e elimina, para sempre, a possibilidade de não ter um filho; ou alguém que decide acabar um relacionamento e nunca mais vai conseguir fazer com que as coisas voltem a ser exatamente como antes.

Em um nível coletivo, mesmo que nem sempre estejamos conscientes, uma decisão aparentemente pessoal, pode não somente influenciar a decisão de outras pessoas, como limitar as alternativas que se apresentarão diante delas. Um empregado que decide faltar ao trabalho influencia seu chefe a demiti-lo; um namorado que trai limita sua companheira a duas possibilidades - perdoá-lo ou esquecê-lo.

Nessa teia de decisões, uma escolha nos leva a outras escolhas e assim por diante. O problema é quando nossas escolhas nos levam a encruzilhadas em que não sabemos qual decisão tomar.

Pensando sobre esse assunto, recorde-me de algumas coisas. Primeiro, meu primeiro pastor me disse, certa vez, que a incerteza causada pela dúvida é tão angustiante que tendemos a tomar as decisões erradas na pressa de nos livrarmos dela. Segundo, Philip Yancey escreveu que a fé tem um esqueleto na qual é edificada: a dúvida. Finalmente, Charles Finney disse que se uma pessoa faz algo tendo dúvida se é vontade de Deus ou não fazê-lo, comete um erro.

Tomar decisões difíceis exige muito de nós (eu que o diga!). Mas quando encontro tais encruzilhadas em minha vida, tento lembrar-me destas coisas: a) decisões presentes geralmente eliminam alternativas futuras; b) minhas decisões podem exercer influência na vida de outras pessoas; c) decisões importantes exigem tempo de reflexão; d) é preciso fé para tomar essas decisões difíceis; e, d) saber a vontade de Deus antes de fazer uma escolha dessas é essencial.

Que Deus nos ajude a “sermos cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria e entendimento espiritual, para que vivamos de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus e sendo fortalecidos com todo o poder” (Colossenses 1.9-11).

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