sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Qual deve ser o propósito da crítica?

Este post é uma extensão pessoal ao post do colega Felipe Marreiros no blog “Iniciativa é uma Escolha”. Não se trata de uma resposta, mas uma conversa entre amigos...

“O tradicionalismo se apega a métodos ineficazes e ultrapassados, em nome da fidelidade à tradição, mais do que às Escrituras. (...) O resultado do tradicionalismo é um Cristianismo que tem todas as respostas certas para todas as perguntas erradas, porque as perguntas que no passado eram cruciais não estão mais sendo feitas. (...) O perigo dos dias de hoje não está apenas na nostalgia, mas na tendência, igualmente daninha para a reformissão, de ignorar a história da igreja e as lições aprendidas com a busca irrestrita e sem discernimento da inovação, muito comum entre jovens frustrados com as limitações e com o fracasso das igrejas e dos ministérios voltados para o passado. (...) A inovação irrestrita e sem discernimento não apenas contextualiza o Evangelho para que se ajuste à cultura, mas também o leva a render-se à cultura.(...) A inovação, quando não vem atada à verdade do Evangelho, leva à heresia. (...)” Mark Driscoll, Reformissão: como levar a mensagem sem comprometer o conteúdo, pgs. 50 e 51.

“Vejo críticos exagerando as fraquezas que ela [a igreja local] possui e incapazes de destacar qualquer uma de suas forças. Vejo pessoas demais sair da igreja em vez de amá-la na saúde e na doença. Vejo muitos colegas meus que enxergam perfeitamente os erros da igreja, mas não veem seu próprio orgulho, a valorização excessiva de si mesmos e as congratulações mútuas. Vejo a ignorância deliberada em relação à história da igreja, uma compreensão simplista de seus erros passados e uma impaciência infantil em relação às suas dificuldades atuais.” Kevin DeYoung e Ted Kluck, Por que amamos a igreja, pg. 147.

“Nossa igreja está longe de ser perfeita. (...) Há pessoas legais na igreja. Também há idiotas. As igrejas possuem o menino rico e popular, a rainha do baile de formatura, o craque (...), as peças infantis (...) e os rebeldes.” Kevin DeYoung e Ted Kluck, Por que amamos a igreja, pg. 66.

“Algumas vezes as situação numa igreja pode parecer sem esperança do ponto de vista humano, mas estou firmemente convencido de que, como a experiência de Ezequiel (Ez 37) provou, não importa quão seco os ossos estejam, Deus pode soprar vida neles. Qualquer igreja pode ter vida se permitirmos que o Espírito Santo implante em nós um novo sentido do seu propósito. Esta é a razão de ser de uma igreja com propósitos.” Rick Warren, Uma igreja com propósitos, pg. 385.

Em suma: aprendi que toda crítica deve ser acompanhada de oração para que resulte em soluções práticas e criativas para os problemas identificados. Usemos nossa indignação “santa” para nos recolhermos a um período de silêncio e meditação que nos levem a amar cada vez mais as pessoas que não tiveram um encontro com Jesus. Esta é a razão de existir da Igreja.

Um comentário:

Unknown disse...

Oi Angelo, quero agradecer por seguir o meu blogger e gostaria do seu e-mail se possível para você receber as atualizações pelo e-mail, se assim desejar!
Olha, que saudades de Brasília! Sou brasiliense também, e com muito orgulho!KKK
Abraços e um Feliz Ano Novo para você!

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