terça-feira, 10 de outubro de 2006

Inícios e fins

Sonhos e idéias nascem todos os dias na cabeça de todo ser humano. Desde crianças, criamos fantasias sobre o que seremos e o que faremos (apesar da aparente redundância, são duas coisas diferentes). Quando jovens e adultos, imaginamos o futuro e queremos construí-lo. É natural do ser humano buscar a concretização de um sonho. Mais difícil, porém, é vê-lo terminar aquilo que começou.
Não falando diretamente sobre isto, mas relacionado, vemos nas palavras de Jesus a necessidade óbvia, mas comumente não aplicada, da planejar antes se aventurar por um novo projeto. Ele pergunta à multidão ao seu redor: "Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?" (Lucas 14.28)
Paulo, por sua vez, chama a atenção dos habitantes da região da Acaia sobre a necessidade de não somente começarem, mas também terminarem, e com o mesmo afinco, o recolhimento da contribuição para os necessitados. "Agora, completem a obra, para que a forte disposição de realizá-la seja igualada pelo zelo de concluí-la." (II Coríntios 8.11)
Algumas lições ficam claras nestes dois trechos: a) Deus espera que paremos e avaliemos as situações antes de nos envolvermos em novos projetos, pois; b) Ele se preocupa em nos ver terminar aquilo que começamos; e, c) isto não deve ser feito de qualquer maneira, mas assim como começamos com empolgação, devemos terminar animados.
Particularmente, penso que a razão de muitos não terminarem seus projetos está em não planejar corretamente. No planejamento, enxergamos as dificuldades mais prováveis de ocorrerem, o tempo que será gasto, os investimentos necessários. Sem planejamento, quando a primeira dificuldade aparece, desistimos; quando sentimos cansaço, largamos o projeto. Quando desistimos dos projetos, perdemos nosso crédito diante dos outros, daí relutamos mais em iniciar novos sonhos.

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