Deus nos distribuiu talentos, habilidade especiais, dons que compreendem habilidades naturais e espirituais. Se alguém tem a capacidade para a arte, como o teatro, a multimídia, o canto ou a música, tudo isso foi um presente de Deus para aquela pessoa. Se alguém fala em línguas ou ministra a Palavra, isso também é um presente de Deus.
Acontece que habilidades podem ser desenvolvidas e melhoradas. Quanto às habilidades naturais, isso é óbvio. Uma pessoa pode fazer cursos para atuar ou recepcionar melhor, de forma a aprender novas técnicas e maneiras mais eficazes de cumprir suas tarefas. Mas quando nos voltamos às habilidades espirituais, muita gente acha que elas são dadas já acabadas. Não é verdade.
A parábola dos talentos nos mostra que três pessoas receberam talentos, certa quantia em dinheiro daquela época, para cuidarem. Acontece que quando o chefe delas chegou, um dos servos não havia aplicado o dinheiro. Ficou com tanto medo que enterrou o dinheiro para devolver quando o chefe chegasse. Se fosse hoje, ele teria escondido o dinheiro no colchão. Passado o tempo, o dinheiro havia desvalorizado e o chefe não poderia mais comprar as mesmas coisas com aquele dinheiro, pois os tempos haviam mudados.
Coisas assim acontecem conosco. Nossas habilidades espirituais podem ser aprimoradas, melhoradas, investidas. Podemos aprender a orar melhor, a lermos com mais profundidade, a ministrarmos com mais didática, a aconselharmos com mais sensatez. Quando deixamos as habilidades “debaixo do colchão”, elas perdem a capacidade de atingir seus objetivos. Como o dinheiro parado perde o poder aquisitivo, a habilidade espiritual sem constante aprimoramento perde o poder de alcance. É preciso continuar treinando, aprendendo e buscando.
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