A primeira coisa que eu quis ser na vida foi cientista. Eu queria criar coisas, descobrir novidades. A idade foi passando e descobri que, para ser cientista, eu deveria escolher alguma especialidade. Então decidi que seria médico.
Como os jornais pregavam que os melhores cientistas encontravam-se no exterior, mais especificamente nos Estados Unidos, bolei meu plano mirabolante: estudar inglês e fazer Medicina na terra do Tio Sam.
Tudo ia muito bem, até que eu tive uma infecção de garganta muito séria e fui parar no hospital. Todo o glamour da profissão esvaiu-se no momento em que vi pessoas sangrando e outros moribundos pelos corredores. Naquele dia tomei a decisão de não ser médico. Mas também não sabia o que queria ser. Graças a Deus que desisti de estudar no exterior, não ia ser possível mesmo.
Fiquei anos vagando sem saber ao certo que carreira eu queria ter. Até que parei num curso técnico relacionado a Arquitetura e Engenharia. A luz acendeu: quero ser arquiteto. Já contei esta história aqui. Não passei sequer na prova de habilidade específica anterior ao vestibular.
Aproveitei o curso de inglês e decidi que não queria ficar atrás de um balcão de uma franquia dos Correios. Vi um anúncio e fui tentar virar professor de inglês. E não é que deu certo? Fui professor durante sete anos. Mesmo depois de me tornar servidor público, dei aulas durante mais de um ano. Virou paixão.
Então fiz uma aposta (esta história fica para outro dia) e, por meio dela, entrei na universidade. Cursei Psicologia. E a partir daí, faz dois anos que me tornei concurseiro profissional. Daqueles que conhecem particularidades das bancas e sabem mais de Direito do que alunos do 4º semestre. Pena que os bons resultados parecem não acompanhar ainda boa nomeações...
Eu nem sei ao certo por que decidi escrever esta micro-biografia hoje. Talvez por que o final do ano esteja aí. É um momento de avaliar o ano que quase já passou e fazer planos para o ano que está por vir.
Se é verdade que a História da humanidade mostra os erros passados às gerações futuras, pode ser que escavar meu passado me revele como superar algumas barreiras presentes.
Posso estar repetindo os mesmos erros passados... posso estar evitando arriscar no presente com medo dos erros passados... posso estar apegado ao passado e isto me incapacita a viver plenamente o presente... posso estar na trilha errada achando que é a certa... posso estar sonhando grande demais, ou pequeno demais...
Em busca das respostas a estas indagações, investi algumas horas destes últimos dois dias para ler o livro de Provérbios. Separei alguns trechos para meditar nestes últimos dias do ano e fazer o projeto do ano que vem. Quem sabe coloco algumas conclusões aqui mais tarde? Por enquanto fico com minhas indagações: posso...
“Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você.” [i]
Referência bibliográfica
[i] Provérbios 4.26 [Nova Versão Internacional].
Um comentário:
"Posso estar repetindo os mesmos erros passados... posso estar evitando arriscar no presente com medo dos erros passados... posso estar apegado ao passado e isto me incapacita a viver plenamente o presente... posso estar na trilha errada achando que é a certa... posso estar sonhando grande demais, ou pequeno demais..."
Perfect!! =)
Postar um comentário