quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Grãozinho de esperança

Ainda que tudo pareça perdido,
Que a imagem seja de portas fechadas,
Céu escuro, névoa e fumaça,
Existe um grãozinho de esperança.
De tão pequeno que ele às vezes fica,
Aparenta se esconder com tal zelo,
Que nem sempre consigo enxergá-lo.
Manhãs em que o sol brilha forte,
Mas em que a escuridão permeia a vista.
Um dia as coisas acontecem
Com aqueles que não somente esperam
Mas correm, buscam, lutam, batalham.
Estes dias são como lupas,
Lentes que mostram com mais clareza
O pequeno grão por vezes invisível.
Enquanto o dia não vem,
Muno-me das ferramentas fantásticas:
Histórias de quem conseguiu,
Relatos de quem ainda luta,
Arrependimentos de quem desistiu.
Então, chegue logo este tal dia!
E traga-me lindos presentes,
Surpresas contidas
No grãozinho de esperança.

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