sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Mar e ondas

“Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará. A vida vem em ondas, como o mar. Num indo e vindo infinito.”[Lulu Santos]
A letra desta música me veio à mente estes dias corridos e apertados. Tive uma saudade do mar. Que pena que não o temos em Brasília. De qualquer maneira, fiquei lembrando de como as ondas são únicas mesmo. Ela vem, quebra e pronto, passou. Um fato, porém, me surgiu. De alguma maneira, mesmo na singularidade de cada onda, existe algumas coisas que a fazem ser chamadas de ondas. Na visão fenomenológica, em cada onda uma essência é construída que determina chamá-la de onda e não outra coisa. Como uma cadeira; como se identifica uma? Cada um terá sua explicação, mas partilhamos do conceito de cadeira e muitas outras coisas. Já pensou se cada um de nós desse um nome diferente para os objetos? O que desejo dizer com isto é que, embora cada onda, cada situação da vida seja uma, elas têm semelhanças que podem nos ajudar. Como quando a gente está no mar; a gente lida com as ondas com "técnicas" semelhantes: pular, mergulhar, se deixar bater. Claro que algumas situações denotam mudanças radicais, como uma tsunami. Mas elas são a minoria e uma outra história....

Um comentário:

Anônimo disse...

... nossa que saudaaade do mar....

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